Cuidado com os saltos de fé, sem rede de segurança

Descobriste a área que te apaixona e estás pronto para finalmente dares os primeiros passos no teu negócio? Antes de começares esta linda e desafiante jornada deixa-me que te dê um conselho que se me tivessem dito, na altura em que me deixei o meu emprego por conta de outrem, me teria ajudado imenso. Para perceberes o quão valioso é este conselho que tenho para ti, vou partilhar mais um pouco da minha história contigo:

Descobriste a área que te apaixona e estás pronto para finalmente dares os primeiros passos no teu negócio?

Antes de começares esta linda e desafiante jornada deixa-me que te dê um conselho que se me tivessem dito, na altura em que deixei o meu emprego por conta de outrem, me teria ajudado imenso.

Para perceberes o quão valioso é este conselho que tenho para ti, vou partilhar mais um pouco da minha história:

Eu trabalhava há cerca de dois anos como jornalista quando, não aguentando mais a desmotivação que vinha a sentir há algum tempo, decidi abandonar tudo e dar um salto de fé criando o meu negócio próprio. Hoje vejo que foi uma das decisões mais irresponsáveis que já tomei.

Eu nunca tinha aprendido nada sobre negócios, e por isso tinha aquela ideia cor-de-rosa de que a partir do momento em que criasse o meu negócio as pessoas cairiam rendidas aos meus pés pelas maravilhosas coisas que eu tinha para oferecer. E a verdade é que não foi nada disso, pelo contrário. Durante cerca de 1 ano não faturei um tostão.

Na maioria dos negócios que já conheci este cenário é “normal”. Espanta-me, hoje, que nunca ninguém me tivesse dito isto.

A parte mais desafiante não é decidires que negócio queres criar. Os desafios maiores começam depois, quando decides levar o teu negócio ao mundo, conquistar a tua autoridade, e conseguires alcançar pessoas dispostas a pagar pelo teu produto.

 Ingenuamente, como nunca tinha sido preparada para nada disto, nos primeiros anos do meu negócio eu apanhei uma das maiores desilusões da minha vida, uma desilusão ao ponto de eu colocar tudo em causa. Será que o problema era comigo? Será que era com o meu serviço? Será que o problema era com a marca? Será que era por eu estar localizada no Algarve? Eu coloquei tudo e mais alguma coisa em causa!

E quando já não dava mais, quando a corda ao pescoço começou a aumentar cada vez mais –  eu não tinha uma rede de segurança preparada e precisava de pagar as contas ao final do mês – eu tive que voltar a fazer alguns trabalhos freelancer enquanto jornalista, e algumas formações para poder suportar aquilo que o meu negócio ainda não me permitia ganhar.

O que eu tinha feito foi muito arriscado e, mesmo que seja essa a ideia que muitas pessoas têm quando pensam em empreendedorismo, essa não é a bandeira que eu levanto! Eu acredito que para começares o teu negócio não deves deixar o teu emprego por conta de outrem, porque de outra forma tu vais estar a fazer aquilo a que eu chamo “Empreender com uma corda ao Pescoço”.  

 

Pensa comigo, o provável é que no teu primeiro ano de negócio não tenhas os maiores resultados do mundo e se não tiveres uma rede de segurança que consiga manter a tua vida e até mesmo financiar o teu negócio, o mais provável é que tenhas de fazer o que eu tive de fazer, arranjar outras formas de financiar o meu negócio. 

O que pode tornar-se extremamente desmotivante e levar a maior parte das pessoas a pensar em desistir do seu negócio. 

Por outro lado, apesar de ser possível e o meu negócio é a prova disso, é muito mais difícil voltar atrás quando tens um negócio que não se alinha com a vida que queres no futuro. 

    Por exemplo, eu, de forma inconsciente, ao pensar apenas em seguir o meu sonho e ao tirar por completo toda a minha rede de segurança que o meu emprego me oferecia na altura pus a pressão de querer ver resultados rápido o que não me fez parar e realmente pensar na vida que eu queria ter e qual era o negócio que realmente se alinharia com isso. Só, mais tarde quando tive a minha filha Laura é que pensei no que realmente queria – um negócio que me desse liberdade para estar com a minha família. 

 

A verdade é que mais importante do que apressares o “salto de fé” e trabalhares a tempo inteiro no teu negócio sem quaisquer redes de segurança é realmente tirares o teu tempo para pensares em qual é o estilo de vida que queres ter e no negócio que te vai dar aquilo que sonhas. 

E tudo isso se torna impossível se estiveres preocupado em ver resultados a acontecer para te poderes manter à tona, pagares as contas e pôr a comida na mesa. 

 

É possível teres um negócio que se alinha com o estilo de vida que sonhas, mas provavelmente para atingires tudo isso vai demorar algum tempo, e por isso defendo que  te deves proteger e garantir que tens pelo menos uma pequena rede de segurança!

O que estou a partilhar contigo é o que digo a todos os empreendedores com quem trabalho. Criar um negócio de sucesso requer foco e dedicação, é um processo desafiante, mas se fosse fácil todos faziam.

Podes levar mais algum tempo a erguer o teu negócio, mas podes perfeitamente manter o teu emprego atual em paralelo numa primeira fase e conseguires assim a estabilidade financeira que precisas nesta tua jornada empreendedora. 

No final vale muito a pena. Não há palavras que descrevam a alegria imensa que sinto quando vejo os meus empreendedores a deixarem os seus empregos por conta de outrem, após meses a serem empreendedores em part-time e após terem criado um negócio rentável que lhes permita viver apenas daquilo que mais lhes apaixona. 

Reflete sobre tudo isto e partilha comigo de que forma é que vais dar o primeiro passo no teu negócio! 

 

  Beijinhos e abraços inspiradores ❤️  

 

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