Será que estás a utilizar o poder do storytelling?

Se queres conectar com a tua audiência não há como, a melhor forma de conseguires chegar ao teu publico é através da tua história.

No entanto, é extremamente importante sabermos como contar a nossa história e é exatamente isso que quero partilhar contigo – Como saberes contar a tua história de forma a criar impacto na tua audiência.

E já que vamos falar de histórias, deixa que te conte um pouco da minha.

Trabalho há dez anos com empreendedores, mas a verdade é que nem sempre trabalhei nesta área de inspirar pessoas através da comunicação e ajudar empreendedores a criarem os seus negócios. Durante alguns anos fui jornalista, porque considerava que essa profissão era o veículo para eu poder transformar a vida das pessoas. Estudei e trabalhei na Polónia, Reino Unido e Irlanda, durante alguns anos, onde tive oportunidade de ter diferentes experiências de trabalho. Quando regressei a Portugal consegui, passados alguns meses, arranjar um emprego como jornalista num jornal regional.

“Finalmente a Ana assentou! A Ana que sempre experimentou tudo e mais alguma coisa e nunca parou, conseguiu finalmente um emprego estável com um bom rendimento na área em que estudou”. Este era o pensamento das pessoas ao meu redor. A minha família respirava finalmente de alívio por ver que eu “tinha assentado”. Eu, pelo contrário, comecei a respirar cada vez com mais aflição. Literalmente.

Comecei a ter uma série de episódios de mau estar que me levavam constantemente ao hospital e comecei a perceber que alguma coisa não estava bem. Depois de variados exames onde nada era detetado, fui confrontada com a realidade que a minha mente era a responsável por tudo o que eu estava a sentir, o meu corpo limitava-se apenas a transmitir os sinais que a mente lhe ordenava.

Havia uma realidade por trás de tudo isto que eu não estava a encarar de frente. Eu não estava feliz com o meu trabalho. Tudo aquilo estava muito longe do que eu tinha sonhado para mim. Contava os dias para chegar ao fim de semana. Acordava de manhã a contar as horas para chegar ao final do dia … e aos 25 anos era esta a vida que eu tinha. Passava o meu tempo a fazer contagem decrescente para os poucos momentos livres que me restavam.

 

Comecei a partilhar toda esta angústia com as pessoas à minha volta, referindo que não me sentia feliz com a minha situação. Para minha maior desilusão, aquilo que ouvia do outro lado, não era de todo o que eu queria ouvir.

Em vez de “Ana, se não estás feliz, deves ir em busca daquilo que te faz sentir bem e concretizada”, ouvia: “Ana, és mesmo insatisfeita, então isso que tu estás a dizer é o que todas as pessoas passam na sua vida e que todos nós aceitamos. A vida é mesmo assim!”

Ouvi tudo isto uma vez e outra, mas se havia uma voz dentro de mim que até achava que todas as pessoas à minha volta podiam de facto ter razão. Existia uma outra parte de mim que dizia: “Isto não pode ser assim, eu sempre fui uma criança super sonhadora, eu acreditava que a vida não era apenas para ser menos um dia, mas sim, mais um dia para nós aproveitarmos oportunidades, vivermos experiências e fazermos a nossa vida valer a pena.”

Durante algum tempo calei a voz que dizia que as coisas não podiam ser assim, mas a dada altura continuava a sentir-me cada vez pior e tive que parar e ouvi-la.

Em 2011, depois de um processo de cerca de 3 anos de várias formações, certificações e pesquisas, abandonei o meu trabalho de jornalista e decidi abrir a minha empresa, onde comecei a ajudar pessoas a fazerem o mesmo percurso que eu havia feito. Passei a dedicar o meu trabalho a ajudar pessoas a fazer a transição de um emprego que já não lhes fazia sentir felizes para a criação de um negócio alinhado com as suas paixões.

 

Qual a razão pela qual estou a partilhar toda esta história? Perguntas tu. Esta história leva-nos ao ponto principal do nosso tema.

Quando eu comecei o meu negócio e queria vender os meus serviços, aquilo que eu acreditava e tinha sido formatada para vender e contar aos meus clientes era o meu diploma, o meu certificado, as várias formações, o facto de ter vivido aqui e acolá. Então quando as pessoas vinham fazer uma sessão de Coaching, eu oferecia cerca de 30 minutos gratuitos, tempo para convencer essas pessoas a comprarem o meu programa. Nesse tempo, no primeiro ano de negócio, eu simplesmente debitava o meu currículo, nada mais do que isso.

Conclusão, vendia um ou dois programas e não ia além disso. Tendo consciência que o programa e a metodologia eram bons, a verdade é que ao questionar-me sobre o que me fazia a mim comprar de outras pessoas, apercebi-me que o que me levava a comprar de outras pessoas era a história. A sua história e não o seu historial profissional e académico.

É através da história que nós criamos conexão uns com os outros. Somos seres humanos, movemo-nos por histórias e vivemos através das histórias. Quem não está a utilizar a história para conectar com o seu público, não está a utilizar a mais poderosa ferramenta de comunicação.

A partir deste momento, comecei a adicionar fragmentos chave à história que contava aos meus potenciais clientes que conectavam à razão por de trás da criação do programa. Ao questionar os meus clientes, a resposta para o facto de terem comprado o meu programa era: “Ana, identifiquei-me com a tua história”.

Era exatamente isso que eu queria ouvir para validar que o caminho passava pelas histórias.

Quem me conhece hoje, sabe que tudo aquilo que eu comunico e tudo aquilo que eu ensino é com base na minha própria história. Por essa razão, comecei este artigo com uma parte da minha história, porque foi essa história que me ajudou a fazer do meu primeiro programa online, o “Descobre”, um sucesso que vendeu a mais de 250 pessoas.

 

Para que também o teu negócio seja um sucesso, vou-te revelar três dicas infalíveis, se queres impactar a tua audiência através da tua história.

 

  1. Saber que partes da tua história deves contar e em que circunstâncias deves fazê-lo

A tua história vai crescer e desenvolver-se, por isso tens de saber o que se encaixa melhor naquilo que tu queres passar à tua audiência, de modo a criar conexão, ao mesmo tempo que essa história valida o produto/serviço que tens para oferecer.

Consegues criar conexão, quando contas partes da tua história que vão ao encontro da história que a tua persona está a viver.

 

2. Só podes ensinar algo quando já passaste para o lado da Transformação

Tens de ser uma inspiração e mostrar que é possível passar da Ilha A para a Ilha B – da Dor à Transformação. Por exemplo, eu ajudo empreendedores a criarem negócios Online de Sucesso. Porquê? Porque eu tenho um negócio Online de Sucesso. 

Deves criar autoridade através da tua própria superação. Eu não poderia contar a história da Ana que ia a toda a hora para o hospital porque estava infeliz com o seu trabalho e depois ensinar como fazer a transição de um emprego que não te faz feliz para a criação de um negócio alinhado com a tua paixão, se nem eu tivesse saído dessa parte da minha história.

Não podes criar autoridade quando a tua história está estagnada na Ilha A, a ilha da Dor. É necessário passares para a Ilha B, da Transformação, para demonstrares à tua audiência que se tu consegues ela também consegue.

 

 3. As histórias que contas têm de estar relacionadas com o produto/serviço que vendes

A tua história é apenas uma. Os momentos que escolhes da tua história, é que vão ser personalizados, consoante aquilo que pretendes passar à tua audiência.

Consoante aquilo que tens para vender, quanto impacto queres gerar e principalmente consoante a mensagem que queres passar.

Através da tua história, vais cativar a tua audiência a relacionar-se contigo e com o problema que já ultrapassaste, através do produto que apresentas como solução ao problema.

 

Conta a tua história sempre e impacta a tua audiência.

 

Beijinhos e abraços inspiradores ❤️

 

 

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